Crítica ‘Coração Valente’: de Gibson para as lágrimas em seus olhos

Gigante em 1995, emociante e poderoso em 2019

“Eles podem tirar nossas vidas, mas nunca poderão tirar nossa liberdade”

O cenário é Escócia, o clima é frio e o equilíbrio e a motivação de toda uma história é o amor e a liberdade. Um herói maior que o próprio conto, um roteiro simplesmente apaixonante, com cenas e imagens de tirar o fôlego. Pareço estar puxando o saco, mas não, estou apenas falando do filme dirigido em 1995, por ninguém menos que Mel Gibson, pai de uma filmografia invejável e uma artista de uma sensibilidade sem parâmetros.

“Coração Valente” (Braveheart), conta a história da independência da Escócia no Século XII (12), onde a saga do herói é conduzida pelo icônico personagem William Wallace (vivido pelo próprio Gibson). No conto, desde de pequeno via a injustiça alcançar os vilarejos, tendo até mesmo que presenciar o retorno do corpo do pai, após mais uma covardia do alto escalão impetrada por ingleses que controlavam a país na época.

Após sua esposa ser assassinada, por um servo do rei, Wallace, assumi a liderança da nação em busca de independência. Após vários motins o personagem ganha corpo e voz pelo conto, sem nem ser preciso que esteja lá, digo, o roteiro desenha um homem inspirador pela coragem, liderança e sabedoria.

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Amada Murron MacClannough (Catherine McCormack) eterno amor de Wallace. Foto: Reprodução/Web

É aquele tipo de filme que faz o espectador coração mole desabar em prantos, conduzido por um passado emocional e de uma simplicidade amedrontadora, no longa, Gibson consegue tornar híbrida e com vários tentáculos o conto que não fica remoto ao espaço e tempo escocês. A longa duração do filme e a calma para se detonar o enredo é o ponto chave para o sucesso da obra.

ESTRATÉGIA 

 

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Apaixonados fugindo das regras favoráveis ao estupro da noiva de qualquer camponês imposta pela monarquia da época. Foto: Reprodução

A boa malandragem do roteiro está no que está nas entrelinhas, não se diz o que se sente, mas por vezes choca com natureza artificial do conto, sem contornos o filme te estende a mão e o lenço para uma sessão intensa de lágrimas, resistir não é nada fácil.

Vencedor de inúmeros prêmios, inclusive de melhor filme e diretor no Oscar, “Coração Valente” é um exemplo intrínseco de povo unido por algo em comum.

Gibson extravasa cenas de violência, com batalhas esplêndidas e muito bem coreografadas sobre os campos esverdeados, manchado com o sangue da coragem dos camponeses que lutaram com míseros recursos.

John Toll, com sua fotografia é um dos pontos envolvente na trama, distinguindo contextos através do tempo.

Outra galera que simplesmente arrasou é aparte técnica caprichada, com maquiagem e no figurino que se destacam, seja na composição exibida nos palácios ingleses e nas cidades, ou na miséria dos campos onde várias famílias dizimadas.

O GOSTINHO 

 

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Personagem Willian Wallace (Mel Gibson) tomado pela fúria. Foto: Reprodução

Um zunido de vingança mancha a história e torna retórica a saga em certo ponto da trama, no entanto, a motivação de Wallace se justifica por sua experiência de vida e histórico amargo, atrelado à decepção de um homem que viveu em fuga da guerra, até quando a guerra o encontra. O herói é bem apresentado, seus motivos ficam implícitos, há uma comoção e solidariedade a causa do guerreiro, que na verdade está reagindo e não vingando-se.

 

A atuação de Gibson é espetacular, atente-se a olhar arrebatador de quando é traído no campo de batalha, leva o conto ao solo junto aos seus medos naquele lugar cheio de corpos, sua queda até o chão é como qualquer cena importante do filme, em um slow-motion sutil que joga o espectador para além do gramado ensanguentado.

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O pequeno grupo de camponeses lutou ferozmente contra o grande exército inglês. Foto: Reprodução

Já fazem 23 anos desde o lançamento do filme e a trilha sonora imortal assinada por James Horner faz soar a mente do espectador o fole de gaitas que enriquece toda a obra, pelo apelo a cultura de um povo em lutou incessantemente pela liberdade. Gibson acertou na direção das impressionantes batalhas como também nas breves e boas piadas e no romance instruído.

A obra se debruça sobre o amor a escócia, pleiteada por um herói do povo. O filme singelo é uma mega produção, com ares do poder fílmico e da magia colocada ao roteiro, tudo isso sem abandonar a grande imagem de Willian Wallace.

  Vale MUITO a pena conferir amigos, pela reavaliação de liberdade. Beijos até semana que vem!

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